| Tropel Mangalarga vira referência para a prática de cavalgada no País |
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Considerada o ponto alto do projeto, a cavalgada de 36 dias entre a capital paulista e o Distrito Federal contou com a participação de um seleto grupo de fêmeas da raça Mangalarga: Dengosa RBV, Xica do Mangabaia, Xereta do Mangabaia, Serpentina RB, Araruta CJ, Q Linda MAB, Revista da Cravinhos e Honduras do Mont Serrat. As oito éguas, aliás, chegaram ao Memorial JK, ponto final da viagem, em perfeitas condições, tendo inclusive ganho massa muscular no decorrer da jornada, comprovando a rusticidade e resistência do Mangalarga. “O projeto também deixou clara a aptidão da raça para as cavalgadas de longa distância. A rusticidade, a docilidade e o andamento cômodo e progressivo do Mangalarga são diferenciais muito importantes para a prática de raids equestres. Nossos animais realmente gostam desse tipo de desafio”, destaca Sebastião Malheiro, que participou da viagem na companhia de Telma Somenzari Malheiro, Marcos Barboza e do recordista mundial de cavalgada Pedro Aguiar.
Estudo de referência
O estudo do desempenho das éguas do Projeto Tropel Mangalarga foi comandado pelo professor José Corrêa de Lacerda Neto, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal (SP). O trabalho contou ainda com a participação da professora Roberta Ariboni Brandi, que integra o corpo docente da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos do campus da USP de Pirassununga (SP), e da equipe de orientados do professor Lacerda, assim como dos alunos do Colégio Técnico Agrícola José Bonifácio.
A professora Roberta Brandi conta que o óleo vegetal foi, ao longo do projeto, uma importante fonte de energia na dieta das éguas. “Essa medida, além de proporcionar mais energia para que elas enfrentassem o exigente ritmo da viagem, possibilitou que elas ficassem mais calmas para enfrentar as situações estressantes que apareceram ao longo da viagem.” O projeto, no entanto, não terminou em Brasília. Afinal, após a chegada à capital, as éguas foram transportadas para o campus da Unesp de Jaboticabal, onde seis delas passaram por um último teste: um enduro de regularidade de 75 quilômetros de extensão, no qual os animais percorreram, em meio a trilhas e estradas rurais, três anéis com percurso de 25 quilômetros. Essa última fase foi bastante importante para encerrar a coleta de dados. Segundo o professor Lacerda, “os dados obtidos no trabalho são de relevância para o entendimento dos eventos que ocorrem com o organismo do cavalo durante o esforço físico prolongado e podem nortear não apenas o treinamento, mas também fornecer informações importantes sobre os cuidados necessários durante a realização de cavalgadas. Desta forma, os dados estão sendo preparados para apresentação em congressos e para a publicação em revistas especializadas e periódicos científicos, assim como constituirão parte importante de trabalhos de dissertação e de pós-doutorado”. O professor explica ainda que o projeto promovido pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM) já pode ser considerado uma importante referência para a prática de cavalgada. “É dever de um cavaleiro bem informado e esclarecido a preservação de sua montaria e, neste aspecto, os conhecimentos agregados pelo projeto Tropel Mangalarga 1400 foram fundamentais”, destaca Lacerda. Roberta Brandi ressalta, por sua vez, que o projeto ofereceu uma rica e importante oportunidade de parceria entre o meio acadêmico e os proprietários de cavalos. “O Tropel Mangalarga mostrou para os criadores que é possível interagir com a Universidade. Além disso, possibilitou que o conhecimento científico alcançasse mais pessoas, não ficando restrito apenas ao meio acadêmico. Isso é muito importante pois ajuda a disseminar a informação, o que é bom para ambas as partes”, explica a professora. Além da ABCCRM, o Tropel Mangalarga teve o patrocínio de empresas como: Scania, Coca-Cola, Búfalo Dourado e Haras Mangabaia. Além disso, contou com o apoio de Guabi Equitage, Pre-mix, Unesp Jaboticabal, Parque do Lago e dos criadores Cícero Junqueira Franco, Luis Biagi, Luis Ópice, Paulo Silveira, Sérgio Paiva, Adolpho Carvalho e Sebastião Malheiro, que cederam animais de destaque em seus criatórios para essa importante empreitada da raça Mangalarga.
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Projeto forneceu dados científicos de grande importância para a compreensão do desempenho dos equinos em jornadas de longa distância. Material está sendo preparado para apresentação em congressos e para a publicação em revistas especializadas e periódicos científicos
Além de acompanhar a fase de treinamento - cuja duração foi de 135 dias e durante a qual os


