| Veja o cuidado com os cavalos que levaram a equipe do CCE a classificação para olimpíadas de Londres 2012 |
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Ótimo resultado em competição faz com que equipe fique em 3º lugar e garanta vaga para os Jogos Olímpicos na capital inglesa do próximo ano para o CCE
São Paulo, outubro de 2011 – Destaque nos jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011, a equipe de Hipismo do Brasil obteve um ótimo resultado na competição durante a prova de CCE – Concurso Completo de Equitação. Conquistando o 3º lugar e levando a medalha de bronze no torneio, a equipe brasileira conseguiu vaga para as Olímpiadas de 2012 em Londres e, mais uma vez, elevou o Hipismo brasileiro entre as melhores equipes internacionais. Mas, além do preparo dos jóqueis, os cavalos também são considerados verdadeiros atletas. E são tratados como tal pela equipe de veterinários da Confederação Brasileira de Hipismo, comandada por Thomas Wolff
Com seis mil cavalos ativos cadastrados nas federações equestres no Brasil, o esporte ganha cada vez mais notoriedade no País e, a cada competição, chama a atenção pelos diversos fatores que fazem do hipismo um esporte único. Exemplo disso são os cuidados necessários com os animais antes, durante e depois dos torneios que muitas vezes são desconhecidos por parte do público que acompanha o esporte.
Atletas de quatro patas
Por trás de uma participação rica em detalhes e perfeita em movimentos, os cavalos brasileiros recebem cuidados como:
Antes - O cavalo que participa de competições recebe os mesmos cuidados que são fornecidos aos atletas humanos, ou seja, a melhor preparação possível para enfrentar os desafios. Sendo assim, tem a mais balanceada alimentação, reforçada com suplementos minerais, vitamínicos e aminoácidos. Além disso, recebem os cuidados médicos-veterinários normais e também recorre-se à quiropraxia, acupuntura, laser, ultrassom terapêutico, entre outros. O bom condicionamento físico aliado ao técnico é de vital importância para os melhores resultados.
Durante – Na viagem até o local do torneio, uma das principais preocupações é com o estresse que o animal pode sofrer. Portanto, é importante que para enfrentar este desgaste o animal deva estar bem fisicamente e deve seguir um cronograma e um organograma bem elaborados e que devem ser seguidos à risca.
Depois - Os animais deverão ser novamente avaliados pelo médico-veterinário, permitindo um grande descanso antes de voltar às suas atividades diárias atléticas. Em alguns casos, como no dos Jogos Panamericanos de Guadalajara, o retorno ao Brasil envolve ainda um período de quarentena para os animais, por questões sanitárias.
Todos esses cuidados necessários e essenciais para uma boa participação em torneios envolve uma grande equipe. Os animais recebem total acompanhamento e atenção de profissionais especializados em hipismo, composta de tratadores, médicos-veterinários, ginetes, técnicos, ferradores, fisioterapeutas e nutricionistas. Quando necessário, também é possível o acompanhamento de massagistas e acupunturistas, entre outros.
Para Thomas Wolff, diretor veterinário da Confederação Brasileira de Hipismo , em um esporte como o Hipismo, cada movimento e preparação exigem todo um contexto que deve ser seguido rigorosamente. “Nossos cavalos são tratados como verdadeiros atletas, que é o que eles são na verdade. Deles são exigidos concentração, disciplina e muita dedicação, além de muito cuidado e carinho. O que mostra isso é a nossa confirmação nas Olimpíadas de Londres em 2012, um ótimo resultado que nos anima ainda mais para novas conquistas”, afirma o profissional.
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