Eleição do hipismo pega fogo após Federação Paulista ser impedida de votar

Bárbara Laffranchi e Kiko Mari
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Adiada depois que a comissão eleitoral impugnou as duas chapas que concorriam, a eleição da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) virou uma guerra aberta.

A polêmica uniu os atletas contra o grupo que está no poder da confederação. Uma carta assinada por diversos ginetes, proprietários de cavalos e treinadores, diz que “a comunidade hípica que assina esse manifesto não pode se sentir representada por uma confederação que, até o momento, não atende os objetivos do seu próprio estatuto”.

Os dois primeiros nomes da lista de assinaturas são Doda Miranda e Rodrigo Pessoas, dois maiores cavaleiros do país, que estão rompidos, mas se uniram nessa causa. O grupo pede que a comissão eleitoral não permita que a comunidade hípica de São Paulo seja vítima de “uma das maiores injustiças do hipismo nacional”.

O clima, que já era pouco amigável, piorou depois que a entidade informou que a Federação Paulista (FPH), a maior do país e que concentra a enorme maioria dos principais ginetes e competições do Brasil, não vai poder votar por causa de uma dívida de R$ 2,7 mil.

Eleição do hipismo pega fogo após Federação Paulista ser impedida de votar

fonte: UOL

Como a primeira eleição não teve concorrentes à presidente porque as duas chapas foram impugnadas por detalhes burocráticos, um novo processo eleitoral foi aberto, com votação no dia 29 de janeiro. No edital, consta que “eventuais inconsistências na documentação e na regularidade das entidades (…) deverão ser corrigidas até o dia 29 de dezembro de 2020, sob pena de vedação da participação da entidade na Assembleia Geral”.

Na semana passada, a Federação Paulista passou a cobrar que a CBH informasse quais entidades estão, e quais não estão, aptas a votar. E foi surpreendida com a informação de que estava impedida, por causa de uma dívida de R$ 2,7 mil, referente à taxa de um campeonato de adestramento realizado em novembro. A FPH alega que o torneio era isento e que recebeu a cobrança durante o período de recesso de fim de ano.

A CBH rejeita essa versão e tem um e-mail, enviado para o endereço de “fale conosco” da federação, no dia 14 de dezembro, com o polêmico boleto. Em outra troca de mensagens no dia 17, pelo mesmo endereço, uma auxiliar administrativa da FPH pergunta à CBH se a federação paulista tem pendências. A confederação informa que sim, citando quatro boletos, inclusive esse de R$ 2,7 mil. A funcionária da FPH responde com o comprovante de pagamento de um dos boletos, mas não do de menor valor.

Continua…

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